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Apenas andar devagar

27/03/18

Por aqui a intensidade dos últimos acontecimentos tem tornado o ar pesado e difícil de respirar, ainda assim parece que a tensão nos deixa acelerados, num paradoxo estranho e desconfortável.
Pois abraçamos o convite do c.e.m para uma ação corpo-política – um andar devagar e a escuta atenta do que se desdobra a partir dele.
Nos juntamos no Largo do Machado, de onde saímos em teia, corpos juntos-separados, por ruas movimentadas numa tarde ensolarada de terça.
Thais, Lidia, Raquel, Bruna, Tamara vamos muito lentamente nos descolando do tempo da cidade, entrando num estado de observação que a mim dá a sensação de entorpecimento; registro falas que me cruzam e seguem ressoando, distantes.. imagens aparecem borradas, detalhes pequenos me parecem muito interessantes, perco a noção do tempo cronológico..
Ao nos deslocarmos nessa velocidade o mundo é uma grande vitrine a passar por nós; com olhos e poros abertos sorvemos os sons, as imagens, os cheiros e os ventos daquilo que nos perpassa.

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